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O que aprendemos em Beijing
Fei-Ling Wang

Os espetaculares e bem sucedidos Jogos Olímpicos de Beijing de 2008 deram ao mundo todo muito o quê pensar. Pode ser que ainda seja cedo para compreender o impacto geral do evento na China e seu futuro. Mesmo assim, três mensagens vieram à tona.
A primeira, é que é difícil deixar de notar o poder e a capacidade do Estado chinês.
Sob o governo de um partido autocrático, cada vez mais corporativista e aristocrático, a República Popular mostrou o quanto pode gastar numa causa politicamente importante, mesmo que se trate apenas, no fim das contas, de um evento esportivo que já foi amplamente comercializado em vários outros lugares do mundo.
Os gastos sem paralelos de US$ 43 bilhões são apenas a parte que se conhece das despesas. Em comparação, as últimas Olimpíadas que aconteceram nos EUA, em 1996 em Atlanta, custaram apenas US$ 2 bilhões. Para assegurar a qualidade do ar e o controle das multidões, boa parte da economia e da sociedade chinesa ficou parada durante dois meses.
Durante os Jogos, centenas de milhares de unidades de segurança foram mobilizadas. Muitos oficiais estavam em uniformes de "voluntários", espalhados entre os atletas e espectadores para assegurar um espetáculo livre de incidentes. Quase meio milhão de câmeras da polícia, usando a mais avançada tecnologia de reconhecimento facial, foi instalado na cidade, repentinamente despovoada. Como conseqüência, não houve distúrbio de nenhuma espécie - e até mesmo as tempestades de verão foram desviadas pelo governo determinado. A imagem de uma sociedade chinesa tranqüila e inexpressiva foi tão impressionante quanto inacreditável.
A segunda mensagem é de que o Estado chinês é muito rico, mas continua essencialmente amedrontado.
Na primeira metade deste ano, a economia chinesa cresceu cerca de 10%
- e a arrecadação de impostos do governo aumentou em quase 31%. Além disso, os bancos de Beijing têm a maior porcentagem das cadernetas de poupança da população - a China tem a segunda maior taxa de poupanças do mundo (depois de Cingapura). O mercado de ações sem transparência e manipulado do país também representa outra grande fonte de renda para o Estado.
Apesar dos imensos recursos que Beijing tem a seu dispor - que fazem parte de um esquema chamado "fugo giangjun" (Estado rico, Exército forte) - isso não parece livrar o governo de seu medo perene de perder o controle. A posição e a vaidade são tão valorizadas, que Beijing parece irracionalmente nervosa e insegura.
Para tranqüilizar a comunidade internacional, três parques foram designados para os manifestantes durante os Jogos. Mas todas as 77 inscrições para manifestações foram reprimidas. Duas mulheres septuagenárias que teimaram em protestar por causa de disputas imobiliárias foram simplesmente sentenciadas a irem para um campo de trabalho durante um ano (a sentença foi mais tarde comutada). Isso mostrou claramente a incrível desconfiança em relação a seu próprio povo por parte de um regime profundamente inseguro.
Alguns protestos relâmpago em prol do Tibete foram realizados por estrangeiros que foram rapidamente detidos e deportados pela polícia.
É triste e impressionante ver um governo tão rico e poderoso temendo a menor perda de controle, mesmo numa época em que as pessoas estavam genuinamente aceitando-o por razões patrióticas.
De forma mais ampla, a tranqüilidade dos Jogos Olímpicos de 2008 refletiu o triunfo das idéias, tecnologias e instituições ocidentais, e não tanto da grandiosidade do regime (como sua máquina de propaganda insistiu) ou de algum tipo de poder singular da China que ameaçará o mundo (como disseram alguns críticos).
Os Jogos foram proporcionados por recursos gerados a partir da nova economia de mercado, que ainda tem muito a melhorar. Os padrões ocidentais ditaram as regras durante os Jogos. Estrangeiros planejaram as impressionantes instalações e nenhuma das tecnologias, incluindo a poderosa Internet e o equipamento de controle de multidões usado durante os jogos, foram inventadas na China.
A terceira mensagem dos Jogos de Beijing, portanto, é a seguinte: o governo tenaz, de apenas um partido, que controla rigidamente a maior população do mundo, explorou e utilizou a tecnologia, os mercados e recursos estrangeiros em grande escala e com sucesso. De fato, isso pode estar criando uma alternativa viável para o Ocidente e um forte competidor para o resto do mundo, levando a um novo padrão de política internacional.
A China se ergueu bastante, como mostraram os Jogos de Beijing. Mas o país continua sendo um dragão pesado, fundamentalmente inseguro, preso nas redes inevitáveis e estranhas da economia de mercado, dentro e fora de casa. O resultado dessa contradição irá determinar, afinal, qual será o legado político, se houver algum, que os Jogos Olímpicos de 2008 em Beijing tiveram para a China e para o mundo.
Fei-Ling Wang é professor de assuntos internacionais no Instituto de Tecnologia da Geórgia. Seu livro mais recente é "Organizing through Division and Exclusion: China's Hukou System", ["Organizando por meio da Divisão e Exclusão: O sistema hukou da China"]
Tradução: Eloise De Vylder
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Mas a festa em nada teve a ver com o fato de a delegação brasileira ter conquistado na China o melhor desempenho da história e popularizado o paraolimpismo no país. Por trás da aparente balburdia, tudo fora milimetricamente organizado pelas empresas que patrocinam os atletas.
Camisetas elaboradas para o encontro, instrumentos barulhentos estocados em sacolas para distribuir entres os...fãs? Grande parte do público que se aglomerava no local era formada de funcionários das financiadoras dos atletas. O restante era composto, basicamente, por familiares e amigos dos competidores. Uma pequena porção de curiosos acompanhava de longe.
"Olha, é a seleção que deve estar chegando!", disse um jovem que passava apressado para seu embarque sem saber precisar qual seleção desembarcava em São Paulo.
Os fãs "contratados" também não eram capazes de precisar exatamente quais os medalhistas que chegavam. Os mais famosos tinham seus nomes gritados pelo público quando o portão do desembarque se abria para que eles desfilassem com suas insígnias e carrinhos recheados de "souvenires". Quando um rosto desconhecido apontava, era recebido com um coro de "Brasil! Brasil!".
A festa maquiada agradou aos atletas. "É muito bom receber esse carinho novamente", disse Clodoaldo Silva, que conquistou prata e bronze nos Jogos, ambas as medalhas em provas de revezamento. "Ver essas pessoas aqui especialmente para nos receber faz tudo ter valido a pena", completou Ádria Santos, que retornou com um bronze conquistado nos 100 metros.
Mas a maior celebração acabou sendo destinada a Daniel Dias, que retornou de Pequim com sete medalhas individuais e foi recebido por sua família cantando música feita especialmente para ele. A autora da canção, que fez questão de se identificar apenas de 'Tia Judite', era a mais empolgada com a cantoria embalada por um violão em pelo aeroporto.
Alguns familiares sabiam a letra de cor. Outros acompanhavam lendo. Daniel Dias apenas assistiu tudo enquanto abraçava conhecidos. Até que foi chamado de Phelps brasileiro por um jornalista. Rebateu: "Sou mais bonito do que ele".
Quem não seguiu direto para seus Estados pôde desfrutar ainda um almoço em um hotel próximo ao aeroporto. Ao deixar o saguão, quem não trajava o agasalho do Comitê Paraolímpico Brasileiro muitas vezes nem era notado pelos demais passantes.
UOL
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HERÓIS BRASILEIROS
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No penúltimo dia dos Jogos de Pequim, a delegação verde-amarela fez história. Com os ouros conquistados por Terezinha Guilhermina e Lucas Prado no atletismo, o Brasil bateu o recorde de medalhas douradas conquistadas em uma única edição das Paraolimpíadas: 15. E a coleção ainda pode aumentar na despedida da competição, já que a equipe brasuca de futebol de cinco se classificou para a decisão contra a China.
Terezinha e Prado têm despedida de gala no atletismo
Favorita ao ouro nos 100m rasos, Terezinha Guilhermino não conseguiu superar a chinesa Chunmiao Wu na final da prova. Nesta terça-feira, a atleta sentiu o gostinho da vingança: desbancou a rival e garantiu a medalha dourada nos 200m. Tão emocionado quanto ela, estava o seu guia, Chocolate, que exaltou a superação dos dois na caminhada rumo ao lugar mais alto do pódio.
Mas as fortes emoções ainda estavam longe do fim para o atletismo brasileiro. Um dia depois da desclassificação da equipe verde-amarela no revezamento 4x100m T11-T13, fato que gerou revolta no Comitê Paraolímpico Brasileiro, o país se redimiu. O time formado por André Luiz Oliveira, Yohansson Nascimento, Claudemir Santos e Alan Oliveira surpreendeu ao conquistar a prata no 4x100m T42-T46 . Com uma arrancada no final, só terminou atrás dos americanos, que levaram o ouro e o novo recorde mundial da prova.
E, para fechar com chave de ouro, nada melhor do que um novo show de um dos grandes nomes do Brasil nestes Jogos. Campeão nos 100m e nos 200m rasos, Lucas Prado escreveu seu nome na história ao garantir seu terceiro ouro, desta vez nos 400m, e levar o país a ouvir seu hino pela 15ª vez no pódio de Pequim.
Brasil fora do pódio no futebol de sete
O time brasileiro de futebol de sete também sonhava sair de Pequim com um lugar no pódio, mas foi atropelado por um furacão chamado Abdolreza Karimzadeh. O iraniano marcou três gols e ajudou sua seleção a vencer a equipe verde-amarela por 4 a 0. Assim, o sonho brasuca de superar a prata conquistada em Atenas fica adiado por mais quatro anos, para Londres-2012.
Seleção masculina de basquete para cadeirantes consegue seu melhor desempenho em Jogos Paraolímpicos .
A seleção brasileira de basquete para cadeirantes recuperou o bom basquete que apresentou no primeiro jogo das Paraolimpíadas e venceu a disputa pelo 9º lugar contra a África do Sul por 68 a 46. Como o Irã foi desqualificado da competição por ter se recusado a entrar em quadra para enfrentar os EUA pelas quartas-de-final, o Brasil ficou em oitavo lugar na classificação geral, o melhor desempenho do país na história da modalidade.
GloboEsportes.com
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Lucas Prado conquista seu terceiro ouro
Atleta volta ao mais alto do pódio paraolímpico
Um dos grandes nomes do Brasil em Pequim não poderia ter uma despedida melhor dos Jogos Paraolímpicos de 2008. Campeão nos 100m e nos 200m rasos, Lucas Prado voltou a brilhar e conquistou o seu terceiro ouro, desta vez nos 400m da classe T11, para deficientes visuais. Com o resultado, o Brasil garantiu a sua 15ª medalha dourada, superando o recorde de Atenas-2004.
Prado voltou a subir ao lugar mais alto do pódio com o tempo de 50s27. O angolano José Armando, atual recordista mundial da prova, chegou a ameaçar o brasileiro nos metros finais, mas teve que se contentar com a medalha de prata ao correr em 50s44. O bronze ficou com o ucraniano Oleksandr Ivaniukhin (50s82). O outro brasileiro na decisão, Daniel Silva, terminou na quarta posição com a marca de 52s05.
Após a prova, Lucas Prado deitou no chão, exausto. Ainda ofegante, comemorou a campanha brilhante nos Jogos de 2008.
- Estou me sentindo muito cansado e muito feliz. A delegação do Brasil superou as marcas de Atenas. É um Brasil novo, uma geração nova, com recordes e medalhas de ouro. Para mim, é uma grande emoção fazer parte disso. Foi muito puxado, senti muita dor nas pernas, mas valeu a pena. Posso levantar a cabeça e falar que eu sou brasileiro. Isso é muito gratificante. Conquistei meu objetivo, estou muito satisfeito - festeja.
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O sul-africano Oscar Pistorius conquistou a sua terceira medalha de ouro nos Jogos Paraolímpicos de Pequim, nesta terça-feira, ao vencer a final dos 400m, categoria T44, com o tempo de 47s49, novo recorde mundial da T43.
O atleta compete na T44, para amputados abaixo do joelho em apenas uma perna, em Pequim, apesar de fazer parte da T43, para amputados abaixo do joelho nas duas pernas. Pistorius também foi ouro nos 100m e 200m, categorias T43.
Na segunda colocação, com o novo recorde mundial da T43 e a medalha de prata, ficou o americano Jim Bob Bizzell, com 50s98. Completando o pódio, em terceiro, com o bronze, terminou o britânico Ian Jones, com 51s69.
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Festa verde-amarela na final dos 200m rasos da categoria T11 (deficientes visuais) nos Jogos Paraolímpicos de Pequim. Terezinha Guilhermina manteve a tradição verde-amarela na prova e conquistou o ouro com o tempo de 25s14. O bronze também ficou com uma atleta do país, Jerusa Santos, que correu em 26s09.
Com o resultado, o Brasil somou 14 medalhas de ouro, igualando o recorde de Atenas-2004. O país tem boas chances de bater a marca ainda nesta terça-feira, com Lucas Prado nos 400m. Além disso, nesta quarta, na despedida dos Jogos, o time verde-amarelo briga pelo lugar mais alto do pódio no futebol de cinco.
A vitória teve sabor de revanche para Terezinha, já que a atleta derrotou Wu Chunmiao, medalha de prata com 25s40. A chinesa havia tirado o ouro da brasileira nos 100m, mas não conseguiu repetir o feito nesta terça-feira. Guilhermina, medalha de bronze nos 800m em Atenas, dedicou a conquista a seus familiares.
- Eu perdi porque errei nos 100m e prometi para mim mesma que não erraria nos 200m. Essa medalha é uma medalha para a minha família. Eu não cheguei aqui sozinha. É para o senhor, pai! O senhor merece ouro! Em Atenas foi de bronze, essa foi de ouro - comemora, em entrevista ao canal SporTV.
Guia de Terezinha, Chocolate também estava muito emocionado após a conquista. Ao completar a prova, ele fez questão de dar um "bom dia dourado" ao Brasil.
- Eu me lembro de quando comecei com a Terezinha. Quebramos a cabeça, e hoje estamos aqui brilhando. É um momento de muita emoção. A Terezinha foi muito criticada no começo, mas agora demos a volta por cima.
Atual recordista mundial da prova (24s99, em Sydney/2000), Ádria Santos chegou em quarto lugar na final B em Pequim com o tempo de 28s15. Desta forma, terminou a competição na oitava colocação geral.
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A expressão pode ser clichê, mas retrata bem este nono dia de disputas dos atletas brasileiros nestes Jogos Paraolímpicos de Pequim. A emoção foi forte para o Brasil nesta segunda-feira tanto no Cubo d’Água, quanto no Ninho do Pássaro. Na despedida da natação em Pequim, o país brilhou com mais quatro medalhas e um recorde paraolímpico. Já no Estádio Nacional, a segunda-feira foi de tristeza. E justamente com o revezamento 4x100m T11-T13, um dos favoritos ao ouro, que foi desclassificado na segunda série da semifinal.
O dia brasileiro, porém, começou com um marco fora das piscinas. No ginásio da Universidade de Pequim, a dupla de tênis de mesa, Luiz Algacir Silva e Welder Knaf, conseguiu uma medalha de prata inédita, na C-3, na derrota para os franceses Florian Merrien, Jean-Philippe Robin e Yann Guilhem por 3 a 1. Festa na bolinha, festa também com a bola grande, com a seleção de futebol de 5 garantindo vaga na final após fazer 1 a 1 com a China em um ‘jogo de compadres’, com as duas equipes se beneficiando com o empate.
Cubo d´Água dá adeus aos Jogos
Só que o momento principal estaria reservado para a piscina, onde aconteceria o último dia de competição da natação destes Jogos Paraolímpicos. Além de buscar o ouro, Daniel Dias estava na piscina para ampliar o recorde de medalhas de um atleta brasileiro nestas Paraolimpíadas. E conseguiu, com duas pratas, nos 50m livre classe S5 e no revezamento 4x50m medley 20 pontos, passando a ter quatro ouros, quatro pratas e um bronze, após 11 disputas.
O marco valeu ainda uma brincadeira com o rival André Brasil, que conseguiu “apenas” cinco medalhas (quatro de ouro e uma de prata), e nesta segunda-feira bateu o recorde paraolímpico no 400m livre classe S10. A outra medalha do país no Cubo veio com Edênia Garcia, que ganhou o bronze nos 50m livre S4.
Alegria, tristeza e revolta no Ninho do Pássaro
Se no Cubo foi só alegria para o Brasil, no Ninho do Pássaro a delegação brasileira viveu um misto de emoções na série semifinal do revezamento 4x100m T11-T13. Confirmando o seu favoritismo ao ouro, a equipe formada por Julio Souza, Felipe Gomes, André Luiz e Lucas Prado correu abaixo do recorde mundial, fazendo 43s03, atrás apenas da China, que conseguiu 42s80.
A festa, porém, seria interrompida logo em seguida. Considerando ilegal a passagem de bastão do segundo (Felipe Gomes) para o terceiro velocista (André Luiz), a organização da prova desclassificou o Brasil, beneficiando Angola. A tristeza seria transformada em revolta pela Confederação Paraolímpica do Brasil, que afirma não ter havido problema nenhum durante a prova e promete recorrer da decisão. Esta não foi a única polêmica protagonizada por André Luiz nesta segunda-feira. Após queimar duas largadas nas eliminatórias dos 200m T13, o velocista confessou ao SporTV que havia feito de propósito para se poupar para a final do revezamento.
Enquanto André Luiz deve estar lamentando a desclassificação, caso ela se confirme, Lucas Prado ainda tem uma chance de sair de Pequim com a terceira medalha de ouro, ele que venceu nos 200m T11 e nos 100m T11. Nos 400m rasos T11, Lucas foi o mais rápido na dobradinha com Daniel Silva, garantindo vaga para a decisão de terça-feira. Na única conquista do dia no atletismo, Yohansson Nascimento ficou com o bronze 100m T46 após uma chegada espetacular.
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Daniel Dias ganha a 8ª medalha nas Paraolimpíadas
A oitava medalha que Daniel Dias ganhou nas Paraolimpíadas de Pequim deu mais um título para o nadador, ainda que não oficial: ele se tornou o maior medalhista brasileiro desta edição dos Jogos. Ficou em primeiro nos 50m costas, 200m medley, 100m e 200m livre, fora as três pratas e o bronze com o quarteto do revezamento.
- Que bom que sou o maior medalhista! É minha primeira paraolimpíada... agradeço a Deus e a todos que me ajudaram – diz Daniel.
Depois de falar sério e agradecer pelo apoio, Daniel brincou com o amigo que detinha o “título”.
- André, desculpa aí! – diz, referindo-se a André Brasil, que tem três ouros e uma prata.
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Em despedida dos Jogos Paraolímpicos de Pequim, a natação brasileira garantiu mais um lugar no pódio. O time verde-amarelo brilhou no revezamento 4x50 medley de 20 pontos e ficou com a medalha de prata (2m39s31). O ouro foi conquistado pelos chineses, que bateram o recorde mundial da prova com o tempo de 2m33s15. Os espanhóis levaram o bronze com 2m40s38.
O Brasil começou na disputa com seu maior medalhista nos Jogos de Pequim, Daniel Dias, no nado de costas. Em seguida, Evanildo Vasconcelos competiu no peito. O Brasil vinha em segundo lugar na disputa, mas caiu para terceiro após a participação de Luis Silva no nado borboleta.
Coube a Clodoaldo Silva, que encerrou o revezamento, garantir a medalha de prata para o país. O nadador, que foi obrigado a mudar da classe S4 para a S5 antes dos Jogos, conseguiu se superar e levou o Brasil ao segundo lugar mais alto do pódio, superando a Espanha.
Com o resultado, Daniel Dias somou nove medalhas conquistadas em 11 provas. O nadador lembrou que o Brasil não conseguiu repetir o desempenho de Atenas, quando ficou com o ouro no 4x50m medley, mas disse que o resultado mostrou a união da equipe e deixou todos os atletas satisfeitos.
- Em 11 provas, nove medalhas. Não tenho nem o que falar, estou muito feliz. Estava muito cansado, mas sabia que era a última prova. A gente esperava disputar o ouro, mas a China estava muito forte. Esta equipe está de parabéns
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Não importa o local. Pode ser o ginásio da Universidade de Pequim, o Cubo d’Água ou o Ninho do Pássaro, o verde-amarelo vem brilhando nestes Jogos Paraolímpicos de Pequim. E o resultado é que neste domingo, o Brasil chegou às 35 medalhas, batendo seu recorde em Paraolimpíadas, que era de 33, obtido nos Jogos de Atenas. Os responsáveis pela marca foram o supercampeão André Brasil, ouro nos 50m livre, categoria S10, que fez dobradinha no pódio com Phelipe Rodrigues, dono da medalha de prata. Agora, o Brasil tem 12 medalhas de ouro, nove de prata e 14 de bronze.
O show de André, porém, não se limitou apenas à final. Na manhã (em Pequim), o super nadador brasileiro já havia conseguido o recorde mundial da prova, que seria batido por ele novamente na final, quando cravou 23s61. A conquista é a quarta de André Brasil nestas Paraolimpíadas, ele que já havia levado o ouro nos 100m borboleta e 100m livre, além da prata nos 200m medley.
A festa brasileira no Cubo d’Água teve ainda a terceira medalha paraolímpica para Fabiana Sugimori, que ficou com o bronze. Nos 100m rasos, classe T46, Yohansson Nascimento garantiu a vaga na final com a segunda posição em sua bateria, ao fazer o tempo de 11s18. Por fim, Rildane Firmino terminou na sexta colocação nos 150m medley, classe SM4, e Adriano Lima chegou em quarto nos 400m livre, classe S6, com 4m48s32.
Dupla faz história no tênis de mesa
André Brasil vem dominando no Cubo, no ginásio da Universidade de Pequim quem já faz história é a dupla do Brasil no tênis de mesa, classe C3, Welder Knaf e Luiz Algacir Silva. Na semifinal, Welder e Luiz Algacir eliminaram os favoritos ao ouro, os chineses Panfeng Feng e Ping Zhao por três vitórias contra duas dos adversários e nesta segunda-feira decidem o título contra os franceses Florian Merrien e Jean-Philippe Robin. Mais cedo, o Brasil foi eliminado nas quartas-de-final do torneio feminino, classe 6-10, com a derrota de Jane Karla Rodrigues e Carollina Maldonado para as francesas Thu Kamkasomphou e Audrey le Morvan por 3 a 0.
Rápido na água e na mesinha, o Brasil mostrou que também é veloz nas pistas do Ninho do Pássaro. Dono do recorde mundial, Odair Santos terminou com a medalha de bronze nos 10.000m, categoria T12. O verde-amarelo do país ficou na frente boa parte da prova, primeiro com Aurélio Santos e depois com Odair, que só deixou o posto faltando duas voltas para o fim, quando foi ultrapassado pelo queniano Henry Kiprono Kirwa (ouro) e pelo tunisiano Abderrahim Zhiou (prata).
Campeão dos 100m e 200m rasos, classe T11 (deficiência visual total), Lucas Prado fez o tempo de 51s84, indo para a semifinal da categoria, ao lado de Daniel Silva, que fez 52s47 após completar o percurso puxando seu guia pelo braço. No arremesso de peso, classes F35/36 teve Paulo Souza com a nona colocação, enquanto Edson Pinheiro ficou em sexto nos 200m rasos, categoria T38. Por fim, nos 800m rasos, classe T46, Emicarlos Souza e José Carlos Alecrim foram eliminados na primeira rodada.
Brasil luta pelo bronze no futebol de 7
Se no tênis de mesa, o Brasil conseguiu superar a favorita China, no futebol de 7, o país não conseguiu suplantar a força da potência da categoria, a Ucrânia. No campo de hóquei de grama de Pequim, a seleção verde-amarela foi goleada pelos ucranianos por 6 a 0. Com a derrota, o Brasil vai disputar a medalha de bronze, contra os iranianos, na próxima terça-feira.
No basquete para cadeirantes, o Brasil voltou a amargar uma derrota em Pequim. A seleção feminino perdeu a disputa pela nona posição para o México por 54 a 44 e sai da competição sem vitória.
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O Brasil conquistou mais uma medalha no Ninho do Pássaro nestes Jogos Paraolímpicos de Pequim. Neste domingo, Odair Santos ficou com o bronze nos 10.000m, categoria T12, para deficientes visuais em que é facultativo o guia, ao fazer o tempo de 31m57s91. A medalha de ouro e o novo recorde paraolímpico foi para o queniano Henry Kiprono Kirwa, com o tempo de 31m42s98, e a prata ficou com o tunisiano Abderrahim Zhiou, com 31m43s15.
- Sabia que seria uma prova concorrida, procurei ditar o ritmo, segurar no início e sair forte no final. Infelizmente não deu certo, mas mesmo assim fico feliz por ter conquistado mais uma medalha – disse Odair Santos em entrevista ao SporTV, ele que já conquistou duas medalhas de bronze nestas Paraolimpíadas.
O Brasil liderou a prova desde o início, com Aurélio Santos puxando o ritmo nos primeiros sete minutos. Depois, ele entregou a frente para Odair Santos, até abandonar a competição aos 9m30s. Odair então comandou o pelotão da frente até faltarem duas voltas para o fim, quando foi ultrapassado por Kipronto e Zhiou. Odair Santos se disse surpreendido pela estratégia do adversário.
- Eu esperava que ele estivesse saindo forte desde o início. Ele me surpreendeu, segurou muito o ritmo e só soltou no final. Agora é trabalhar mais forte para, quem sabe, em 2012 levar o ouro que eu não consegui aqui.
O outro brasileiro nestes 10.000m, categoria T12, foi Alex Mendonça, que terminou na sétima colocação, com o tempo de 33m48s45.
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André Brasil sobra e fecha participação individual com novo ouro

Com esta, a natação brasileira chegou a um total de 16 medalhas nos Jogos Paraolímpicos de Pequim, superando as 11 conquistas em Atenas-2004. Além disso, o país competiu em mais decisões do que na Grécia. "Chegamos a mais finais do que em Atenas, então parabéns a Confederação Paraolímpica", felicitou André em entrevista ao canal Sportv.
Logo no principio da prova decisiva no Cubo D'Água, Brasil disparou na liderança, e seguia tranqüilo, apenas brigando para bater o recorde mundial, que permanece com o canadense Gagnon, com 4min04s20. Apenas nos últimos 100 metros o britânico Robert Welbourn, que havia feito o melhor tempo na etapa classificatória, tentou encostar em André, mas ficou mesmo com a medalha de prata.
"Estou satisfeito, foi uma semana surpreendente, mas não satisfeito com o tempo que fiz. Talvez se esta prova fosse no começo dos Jogos, eu bateria o recorde mundial. Eu sempre entro pensando que é a primeira prova, para minimizar o cansaço e tentar bater os recordes. Não saiu agora, mas da próxima vez tenho certeza de que vai sair", disse o sempre exigente brasileiro após receber o ouro.
A terceira colocação da prova dos 400 m ficou com o canadense Benoit Huot, que levou seu quarto bronze na competição paraolímpica. Em compensação, André Brasil faturou sua quinta medalha nos Jogos, sendo esta a quarta de ouro para o nadador. "Obrigado a todo mundo que acreditou que o esporte paraolímpico poderia dar medalhas ao Brasil", agradeceu ele. Outro brasileiro nesta final, Marcelo Collet foi o sexto colocado na classificação geral.
Neste que é o último dia da natação nos Jogos Paraolímpicos de Pequim, André Brasil ainda retorna à piscina do Cubo D'Água para tentar sua última medalha na China, com a equipe brasileira do revezamento 4 x 100 medley 34 pontos. O time nacional classificou-se à decisão apenas com o oitavo tempo, e terá que brigar muito para ganhar no máximo um bronze, já que não é favorito na prova.
Mais brasileiros
Na prova final dos 50 m costas, Gabriel Feiten e Adriano Pereira saíram sem medalhas, ao terminaram a decisão da categoria S2, na 7ª e 5ª posição respectivamente. No pódio Dmitry Kokarev, da Rússia, no posto mais alto, Jim Anderson, do Reino Unido, que ficou com a prata, e em terceiro, o grego Georgios Kapellakis.
Também nos 50 m costas, mas na classe S3, o brasileiro Genezi Andrade ficou com a sétima colocação na final, ao terminar a prova em 59s25, Ele viu o chinês Du Jianping faturar mais um ouro em seu país, após 44s31, o novo recorde mundial. A medalha de prata foi para Min, da Coréia do Sul, com 44s80 e o bronze para o ucraniano Dmytro Vynohradets.
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O atleta mais veloz de todos os velocistas paraolímpicos completou a distância em 22s48, baixando a marca mundial da prova de 22s70, que já pertencia ao brasileiro.
Soberano, Lucas Prado dominou a prova do começo ao fim. Com uma boa largada, o brasileiro já abriu vantagem nos primeiros 100 metros, mas continuou com o ritmo forte para conseguir alcançar o seu melhor tempo da carreira nos 200 m.
Daniel Silva chegou a estar em terceiro no início da prova, mas caiu de rendimento nos 50 metros finais e ficou fora do pódio. Esta seria a segunda prova do atletismo na qual o Brasil poderia ter dois atletas no mesmo pódio. A primeira e única aconteceu nos 100 m da categoria T11 para mulheres, com prata para Terezinha Guilhermino e bronze para Ádria Santos.
Lucas Prado já havia declarado que seria muito difícil perder a final da categoria, e que seu maior adversário seria ele próprio. "Teremos grandes adversários, principalmente Lucas Prado contra Lucas Prado", disse com bom humor na ocasião.
A primeira medalha dourada veio na prova dos 100 m da mesma categoria. Na ocasião, Prado também baixou o recorde mundial. Foi a sétima medalha do atletismo do Brasil em Pequim. A modalidade só perde para a natação em número de pódios.
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